Minha iniciação à vida sentimental deu-se muito cedo e foi marcada por alguns grandes acontecimentos, dos quais citarei os quatro primeiros.
Com quatro anos, apaixoei-me perdidamente pelo bonitinho da classe. Ele era cheiroso, não era gordinho e não tirava cacas do nariz na frente de todo mundo. Para a idade estava mais do que ótimo. Ele não me dava bola, e naquela época meninos só falavam com meninas para brigar ou para serem namoradinhos. A ilusão durou dois anos, até pouco depois que ele se interessou pela menina mais bonita da classe, da qual apenas lembro o nome, mas sei que não era magrela e dentuça feito eu. Lembro que já era idiota nesse tempo, e me aproximei dele dando dicas de como podia conquistá-la. A imagem de eu recortando um coração do jornal e levando para ele, para que entregasse a ela, nunca sairá da minha cabeça. Tampouco o empurrão que ele me deu, insultado por eu achar que ele precisava da minha ajuda. O ano virou, mudei de turno na escola e o esqueci. Foi minha primeira paixão e a primeira rejeição. O acontecimento número um. Continue reading
