Julho / 2010

Estou meio sumida daqui, eu sei.

Julho foi um mês especialmente diferente para mim. Posso dizer que pareceu uma eternidade.

Fiquei um tempinho sem fazer nada. Trabalhei de graça. Arranjei estágio na – modéstia parte – melhor agência da minha cidade. Pessoas entraram e outras saíram da minha vida. Algumas entraram e saíram. Comecei a contribuir com outro blog. Tá uma correria! Continue reading

Desventuras em Sampa City

No final de semana passado, viajei – finalmente! – pra São Paulo. Estive empolgada quanto a essa viagem pelo fato de eu simplesmente ama-la como se fosse minha. Não que eu não goste de Bauru, eu gosto. Mas o movimento, as oportunidades e a diversidade de São Paulo me fascinam. Fui de ônibus, com minha amiga Tici. Nossa primeira viagem “by ourselves”. Que emoção! Como boa Moraes que eu sou, deixei pra última hora a arrumação das malas. Felizmente levei tudo o que precisava e MUITO mais (como uma toda mulher o faz). Montei uma trilha sonora para a viagem, com músicas que iam de Frank Sinatra a Hillsong United. Foi uma verdadeira nostalgia chegar a Sampa City, sentindo o mau cheiro do Rio Tietê ao som de “Cara Valente”, de Maria Rita. Ao chegar, nos perdemos com o táxi. Encontramos o lugar logo depois e, como ainda não estava aberto, largamos as malas na quadra e fomos dar um passeio no Parque Água Branca. Tardezinha ensolarada, gostosa…

Naquele final de semana aconteceu um congresso chamado “Flames – Incendiados para brilhar”. É um congresso anual de jovens cristãos e blá blá blá. Essa foi a desculpa para minha viagem, mas confesso que não foi o motivo maior para tal. Queria mesmo é sair um pouquinho da rotina. O congresso foi muito legal. Tinha cerca de 700 jovens de 15 a 30 anos, dos mais diversos cantos do Brasil. Só no meu quarto havia gurias do Rio de Janeiro, de Tocantins e por aí vai. Tirando o banho frio, o alojamento era bom até. As ministrações foram muito boas, mas nenhuma surpresa. Todas basicamente sobre santidade, unidade e evangelismo. Nada que eu nunca tenha escutado antes. Só digo que Deus agiu poderosamente naqueles dias.
Reencontrei amigo que eu não via há anos. A Jessie está loiríssima, e um doce como sempre. O Bruno, meu manenho, está cada vez mais lindo. O Mitch me surpreendeu pregando, foi show de bola (na verdade achei a melhor pregação do congresso). O Samuel… Bem, digamos que eu espero que ele case com essa nova namorada dele (que é uma graça, por sinal). Não tô afim de aguentar a mesma ladainha duas vezes (só ele vai entender esse comentário). Só posso dizer que com esse último o reencontro foi uma decepção. Três anos me enchendo o saco pra nos vermos, pra isso? Enfim, não é só de alegria que sobrevive um fim de semana.
Conheci pessoas novas também, como o Gui. A gente conversa há uns meses já, e é uma das conversas mais inteligentes que eu tenho na internet. Não sei como começamos a conversar, só sei que foi pelo twitter. E fico feliz que tenha acontecido, pois ganhei um amigo. Vimos-nos no domingo. Fomos ao shopping Higienópolis, demos umas voltas. Como bons nerds, paramos primeiro na loja de eletrônicos, depois na livraria. Terminamos o passeio com um café na Starbucks e voltamos para socorrer a Tici que estava ficando abandonada lá no Baby Barioni (o local do evento). Aí começou o maior programa de índio do mundo. O que eu ainda não relatei pra vocês, leitores, é que o congresso AND os alojamentos acabaram no domingo pela manhã… E minha passagem de volta era para meia-noite! (Detalhe: nossos pais não devem saber disso… NUN-CA!).


Pegamos o táxi direto pro B.B. e encontramos a Tici na recepção com todas as malas, conversando com a mãe dela, a simpática Nice. Acalmei-a, já que estava super preocupada com o fato de eu ter ido “ali tomar um café com um estranho”. Chamamos outro táxi, levamos as malar pro portão e esperamos. Esperamos. Esperamos uns 40 min no mínimo. No sereno, com fome e sono. Eu sentada na ‘esquininha’ da mureta, com o Gui recostado em meu ombro esquerdo e a Tici no direito. Ela ligando de 10 em 10 minutos, falando com a bendita Solange pra tentar entender o porquê da demora. Enquanto isso conhecemos um pessoal de Palmas, pessoalzinho simpático esse. Ficamos ouvindo o louvor da Bola de Neve ao longe, misturado com o som de pagode do Bar do Parque. Papo vai, papo vem. Milagrosamente parou, na nossa frente, um táxi de onde desceram 4 caras. Pegamos esse mesmo e seguimos para a Estação Rodoviária da Barra Funda. Chegamos lá 19h. Deixamos nossas tralhas no porta volumes e fomos procurar o que comer. Peguei um salgado horroroso, nem consegui come-lo por inteiro. Achamos um lugar pra sentar e por lá fiquei durante um tempo. A Tici tava entediada e comprou um livro (A Cabana.. Ótimo!). Eu estava com frio e resolvi dar uma volta. Gui foi comigo (sim, eu o carreguei pra esse suuuper passeio). Andamos muito, conversamos mais ainda. Descobri que existe muito mais do @guiiii do que mostram os poucos 140 caracteres. Fomos as duas livrarias da rodoviária, o que nos rendeu muito papo. Sentamos, ficamos ouvindo música e tentando cochilar. Afinal, faltavam 3h30 pro ônibus sair. Ficamos por lá até dar a hora. A trilha sonora do fim da viagem havia mudado. No começo era “Cara Valente”. Já no final, “Fix You”. Então deu a hora e me despedi de São Paulo. Triste, mas suspirando. Já pensando em quando voltarei à cidade maravilhosa (pra mim é Sampa, não o Rio).

A viagem toda valeu a pena. E eu disse TODA. Aconteceu muito mais do que eu quis escrever, desde sexta até domingo. Coisas boas, outras nem tanto. Mas o fim de semana em si foi proveitoso. Pretendia escrever aqui algumas impressões que tive, mas meus pensamentos hoje estão diferentes de quando cheguei a Bauru. Eles estão confusos. Outras coisas gostaria de escrever aqui, mas como não sei quem vai ler, melhor deixar para contar pessoalmente a quem interessado estiver. Então primeiro contei o geral… Depois vou contando em separado e com detalhes, okay?

Beijo, pense comigo.