Viver não dói

“Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive.”. Emílio Moura, seu sábio.

A vida, em si não é penosa. Ela é tão simples quanto o que se imagina e faz dela. Ação e reação: quanto mais você exije, mais força exigirá de você. Todo mundo tem dificuldades, mas seus problemas são proporcionais à sua vida, não dá pra comparar. Talvez, para alguns, são mais do que possam suportar.

Você se pega reclamando da vida quando na verdade está tudo ouquei. Tem saúde, família, emprego… Mas falta alguma coisa. Ela não está do jeito que queria. Nos seus sonhos, as coisas acontecem diferente. Continue reading

Amores se esgotam?

Minha iniciação à vida sentimental deu-se muito cedo e foi marcada por alguns grandes acontecimentos, dos quais citarei os quatro primeiros.

Com quatro anos, apaixoei-me perdidamente pelo bonitinho da classe. Ele era cheiroso, não era gordinho e não tirava cacas do nariz na frente de todo mundo. Para a idade estava mais do que ótimo. Ele não me dava bola, e naquela época meninos só falavam com meninas para brigar ou para serem namoradinhos. A ilusão durou dois anos, até pouco depois que ele se interessou pela menina mais bonita da classe, da qual apenas lembro o nome, mas sei que não era magrela e dentuça feito eu. Lembro que já era idiota nesse tempo, e me aproximei dele dando dicas de como podia conquistá-la. A imagem de eu recortando um coração do jornal e levando para ele, para que entregasse a ela, nunca sairá da minha cabeça. Tampouco o empurrão que ele me deu, insultado por eu achar que ele precisava da minha ajuda. O ano virou, mudei de turno na escola e o esqueci. Foi minha primeira paixão e a primeira rejeição. O acontecimento número um. Continue reading

Por cotovelos mais olháveis

Não, este não é mais um blog de beleza. Mas eu sinto que preciso alertar o mundo sobre o problema dos cotovelos feiosos.

Não sei se sou só eu, ou mais gente repara nisso, mas acho horrível aqueles cotovelos pretos, ou os brancos de sujeira. Sinceramente me dá vontade de catar o indivíduo e lixar até chegar ao osso. “É tão bonitinha, mas tem o cotovelo preto”. E os homens, então? Tsc, tsc, tsc. Continue reading

Sabotanto a felicidade

Ontem eu assisti ao filme “Plano B“. É uma comédiazinha romântica, daquelas previsíveis e água com açúcar.

O filme conta a história de uma mulher solteira que decide fazer inseminação artificial e, no mesmo dia em que engravida, conhece o homem dos seus sonhos. Em determinado ponto do filme a tal mulher, insegura sobre o relacionamento dos dois, pega uma palavra mal escolhida pelo pobre moço apaixonado e faz uma tempestade em copo d’água. Ela termina tudo e decide ficar sozinha com a barrigona.

Nunca gostei de filmes deste gênero, talvez por eu ser sonhadora demais e me iludir achando que as cenas romanticamente perfeitas e os finais felizes sempre podem acontecer na realidade, quando na verdade não é bem assim. Esta cena que acabei de relatar a vocês, porém, me fez refletir sobre a minha vida real.

Quantas vezes eu sabotei minha própria felicidade? Continue reading

Retrospectiva 201… Deixa pra lá.

Sabe quando você faz aquela retrospectiva pessoal do ano que está acabando?
Pois estou a fazer a minha, e não está fácil. Muitas coisas boas aconteceram nesse ano. Conheci uma pancada de gente, passei momentos únicos com pessoas especiais, me redescobri. Algumas pessoas saíram da minha vida, outras saíram e voltaram. Aprendi tanta coisa…
Muitas coisas ruins também, mas não convém encher as pantufas de quem já está de boa vontade lendo este post.

O que mais me incomoda agora é olhar pra trás e perceber entre idas e vindas eu perdi uma coisa tão especial pra mim. E, pode parecer clichè, mas eu só percebi que era importante assim pra mim agora que não tenho mais chances de recuperar.
Acho interessante como o mundo dá voltas.

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