Farsa do eu não eu

Aí que de repente acordo, olho para o espelho e me deparo com alguém: eu. Como essa pessoa chegou aqui? De um modo bizarro tornei-me e nem percebi.  Por que sou deste jeito? Quando comecei a gostar de comer salada e de rabiscar moleskines? De onde surgiu esse interesse por Woody Allen e Indie Rock? Como descobri o gosto por lomografia? Em algum ponto da minha revoltosa transição adolescência-juventude, tomei posse de interesses alheios, seja por curiosidade, admiração ou inveja. Alguns desses escondi tão fundo em mim, que já radicaram no eu. Outros foram perdendo a magia e ficaram pelo caminho. Continue reading

Imensurável agonia

Olhando para o espelho como quem espera um sorriso, aquele que há muito não vê. Quem sabe algum portal tridimensional se abre alí, e dele sai uma outra alma feliz e sorridente.

Há, porventura, palavra no dicionário – de qualquer que seja a língua – para definir o sentimento de ter os pensamentos embolados como numa grande bola de lã? Não se sabe onde começa um e termina outro.

Talvez, se olhar mais perto, veja uma alegria toda tímida, teimando em não querer aparecer. No cantinho dos olhos percebe-se aquela ruguinha que surge quando, num sorriso, a boca espreme contra eles as bochechas. Mas ainda pequena, mal pode notar-se. Talvez seja um sorriso amarelo, forçado, na tentativa de enganar-se o reflexo.

As pupilas dançam, numa brincadeira louca de aumentar e diminuir. O sol bate no rosto, por detrás do espelho. Continue reading

Sabotanto a felicidade

Ontem eu assisti ao filme “Plano B“. É uma comédiazinha romântica, daquelas previsíveis e água com açúcar.

O filme conta a história de uma mulher solteira que decide fazer inseminação artificial e, no mesmo dia em que engravida, conhece o homem dos seus sonhos. Em determinado ponto do filme a tal mulher, insegura sobre o relacionamento dos dois, pega uma palavra mal escolhida pelo pobre moço apaixonado e faz uma tempestade em copo d’água. Ela termina tudo e decide ficar sozinha com a barrigona.

Nunca gostei de filmes deste gênero, talvez por eu ser sonhadora demais e me iludir achando que as cenas romanticamente perfeitas e os finais felizes sempre podem acontecer na realidade, quando na verdade não é bem assim. Esta cena que acabei de relatar a vocês, porém, me fez refletir sobre a minha vida real.

Quantas vezes eu sabotei minha própria felicidade? Continue reading

Boas ações

Aí vai um pouco filosofia barata pra vocês.

Quando era menor, eu tinha uma regra para mim mesma: Eu devia fazer pelo menos um boa ação por dia. Deveria ser algo que ninguém me pediu pra fazer e, se possível, que ninguém visse.

Lembro-me de uma vez que vi uma senhora cair na calçada com suas compras -  vááárias laranjas – e eu corri pra ajudá-la a se levantar, terminando com um “Deus te abençoe!“. Eu devia ter uns 14 anos, me senti “A” boa samaritana.

Com o tempo esse costume diário foi deixado para trás, parei de procurar oportunidades. Sei lá porque. Continue reading

Manipulação da Mídia

Olá caros amigos e leitores. É verdade, estou meio sumida daqui. Mas não é por falta de vontade de escrever, mas falta de tempo mesmo. Final de semestre é sempre um parto… cheio de trabalhos e provas. Sem contar os novos rumos que a vida tem tomado.

Mas vamos ao que interessa: O Post!

Estava eu a prosear com meu amigo André Eiras, quando o mesmo me passa o link de um post do site Capinaremos. Nele eu me deparei com esta imagem (intitulada “Manipulação de Mentes): Continue reading