jul 25, 2009

Posted by Vívian Freitas | 2 Comments

Desventuras em Sampa City

Desventuras em Sampa City

No final de semana passado, viajei – finalmente! – pra São Paulo. Estive empolgada quanto a essa viagem pelo fato de eu simplesmente ama-la como se fosse minha. Não que eu não goste de Bauru, eu gosto. Mas o movimento, as oportunidades e a diversidade de São Paulo me fascinam. Fui de ônibus, com minha amiga Tici. Nossa primeira viagem “by ourselves”. Que emoção! Como boa Moraes que eu sou, deixei pra última hora a arrumação das malas. Felizmente levei tudo o que precisava e MUITO mais (como uma toda mulher o faz). Montei uma trilha sonora para a viagem, com músicas que iam de Frank Sinatra a Hillsong United. Foi uma verdadeira nostalgia chegar a Sampa City, sentindo o mau cheiro do Rio Tietê ao som de “Cara Valente”, de Maria Rita. Ao chegar, nos perdemos com o táxi. Encontramos o lugar logo depois e, como ainda não estava aberto, largamos as malas na quadra e fomos dar um passeio no Parque Água Branca. Tardezinha ensolarada, gostosa…

Naquele final de semana aconteceu um congresso chamado “Flames – Incendiados para brilhar”. É um congresso anual de jovens cristãos e blá blá blá. Essa foi a desculpa para minha viagem, mas confesso que não foi o motivo maior para tal. Queria mesmo é sair um pouquinho da rotina. O congresso foi muito legal. Tinha cerca de 700 jovens de 15 a 30 anos, dos mais diversos cantos do Brasil. Só no meu quarto havia gurias do Rio de Janeiro, de Tocantins e por aí vai. Tirando o banho frio, o alojamento era bom até. As ministrações foram muito boas, mas nenhuma surpresa. Todas basicamente sobre santidade, unidade e evangelismo. Nada que eu nunca tenha escutado antes. Só digo que Deus agiu poderosamente naqueles dias.
Reencontrei amigo que eu não via há anos. A Jessie está loiríssima, e um doce como sempre. O Bruno, meu manenho, está cada vez mais lindo. O Mitch me surpreendeu pregando, foi show de bola (na verdade achei a melhor pregação do congresso). O Samuel… Bem, digamos que eu espero que ele case com essa nova namorada dele (que é uma graça, por sinal). Não tô afim de aguentar a mesma ladainha duas vezes (só ele vai entender esse comentário). Só posso dizer que com esse último o reencontro foi uma decepção. Três anos me enchendo o saco pra nos vermos, pra isso? Enfim, não é só de alegria que sobrevive um fim de semana.
Conheci pessoas novas também, como o Gui. A gente conversa há uns meses já, e é uma das conversas mais inteligentes que eu tenho na internet. Não sei como começamos a conversar, só sei que foi pelo twitter. E fico feliz que tenha acontecido, pois ganhei um amigo. Vimos-nos no domingo. Fomos ao shopping Higienópolis, demos umas voltas. Como bons nerds, paramos primeiro na loja de eletrônicos, depois na livraria. Terminamos o passeio com um café na Starbucks e voltamos para socorrer a Tici que estava ficando abandonada lá no Baby Barioni (o local do evento). Aí começou o maior programa de índio do mundo. O que eu ainda não relatei pra vocês, leitores, é que o congresso AND os alojamentos acabaram no domingo pela manhã… E minha passagem de volta era para meia-noite! (Detalhe: nossos pais não devem saber disso… NUN-CA!).


Pegamos o táxi direto pro B.B. e encontramos a Tici na recepção com todas as malas, conversando com a mãe dela, a simpática Nice. Acalmei-a, já que estava super preocupada com o fato de eu ter ido “ali tomar um café com um estranho”. Chamamos outro táxi, levamos as malar pro portão e esperamos. Esperamos. Esperamos uns 40 min no mínimo. No sereno, com fome e sono. Eu sentada na ‘esquininha’ da mureta, com o Gui recostado em meu ombro esquerdo e a Tici no direito. Ela ligando de 10 em 10 minutos, falando com a bendita Solange pra tentar entender o porquê da demora. Enquanto isso conhecemos um pessoal de Palmas, pessoalzinho simpático esse. Ficamos ouvindo o louvor da Bola de Neve ao longe, misturado com o som de pagode do Bar do Parque. Papo vai, papo vem. Milagrosamente parou, na nossa frente, um táxi de onde desceram 4 caras. Pegamos esse mesmo e seguimos para a Estação Rodoviária da Barra Funda. Chegamos lá 19h. Deixamos nossas tralhas no porta volumes e fomos procurar o que comer. Peguei um salgado horroroso, nem consegui come-lo por inteiro. Achamos um lugar pra sentar e por lá fiquei durante um tempo. A Tici tava entediada e comprou um livro (A Cabana.. Ótimo!). Eu estava com frio e resolvi dar uma volta. Gui foi comigo (sim, eu o carreguei pra esse suuuper passeio). Andamos muito, conversamos mais ainda. Descobri que existe muito mais do @guiiii do que mostram os poucos 140 caracteres. Fomos as duas livrarias da rodoviária, o que nos rendeu muito papo. Sentamos, ficamos ouvindo música e tentando cochilar. Afinal, faltavam 3h30 pro ônibus sair. Ficamos por lá até dar a hora. A trilha sonora do fim da viagem havia mudado. No começo era “Cara Valente”. Já no final, “Fix You”. Então deu a hora e me despedi de São Paulo. Triste, mas suspirando. Já pensando em quando voltarei à cidade maravilhosa (pra mim é Sampa, não o Rio).

A viagem toda valeu a pena. E eu disse TODA. Aconteceu muito mais do que eu quis escrever, desde sexta até domingo. Coisas boas, outras nem tanto. Mas o fim de semana em si foi proveitoso. Pretendia escrever aqui algumas impressões que tive, mas meus pensamentos hoje estão diferentes de quando cheguei a Bauru. Eles estão confusos. Outras coisas gostaria de escrever aqui, mas como não sei quem vai ler, melhor deixar para contar pessoalmente a quem interessado estiver. Então primeiro contei o geral… Depois vou contando em separado e com detalhes, okay?

Beijo, pense comigo.

  • Share/Bookmark

Read More
jul 6, 2009

Posted by Vívian Freitas | 66 Comments

Por trás da fama

Por trás da fama

Hoje na EBD (Escola Bíblica Dominical), entre indas e vindas, discutimos sobre o fim dos tempos AND informação. E é sobre esse tema que falarei nesse post.

Com a globalização e todo esse mimimi interneteiro, a está cada vez mais facilitada e rápida a propagação da informação. Podemos ver isso mesmo com o twitter. Vi esses dias atrás uma matéria dizendo que um acidente ocorreu em um certo país e, antes mesmo de chegar aos sites de notícia, estava lá para todo mundo ver em um perfil twitteiro. Você espirra aqui, e do outro lado do mundo saberão em um milésimo de segundo… basta clicar update.

Maass… nem tudo o que parece verdade realmente é. Quem tem um pouco de massa cinzenta na cabeça, sabe que nem todo vídeo do youtube é real, que nem toda notícia no site de fofoca é realidade, etc e tal.

Pense com a vih: Essa história do Sarney. Todo mundo sabe que o cara roba pra caraca e, finalmente, a mídia resolveu estampar na tv quase tudo o que acontece sobre o assunto. Isso mesmo… QUASE. Você já parou pra se perguntar o porquê do Lula fazer vista grossa ante tudo isso, ou dos parlamentares darem uma de joão-sem-braço? Alguma coisa tem por trás disso tudo, informações que não chegam até nós.

Veja bem, vamos à realidade. As populações ribeirinhas, por exemplo, mal conseguem assistir tv. Quando o fazem, com certeza é para entretenimento (novela, programa do silvio santos, raul gil, etc), dificilmente para ver tragédias (que é só o que preenche o horário dos telejornais). Como é que essas pessoas vão saber quem é José Sarney e que o dito-cujo foi eleito deputado por um estado, sendo ele de outro?

Mas se tu pensa que tá melhor informado porque assina tv a cabo e assiste as notícias em tela de lcd 42”… remove the little horse from rain não estás muito longe deles não. Só imagine o tanto de informações idealizadas, massificadas que chegam até você todos os dias. Imaginou? Não?? Mas eu não disse pra!!…ham, enfim..

Já pensou em tudo o que se esconde por trás da fama de alguém, seja ela boa ou má?

Mesmo se não levarmos em conta a má fé das pessoas, não podemos irrelevar o fato de que cada um vê, sente, assimila o mundo de um jeito prórpio e único… e quando esse ‘um’ repassa o seu ‘assimilar’, este é recebido de maneira ainda diferente. E assim por diante. Ou seja, vai chegar distorcido a você de qualquer jeito.

Agora mesmo, vi nos trending topics do twitter algo como “Mileys pregnant”. Outro boato -ou verdade- sobre um famoso. E é daí pra mais…

O bom dessas mídias rápidas e interativas é que as mentiras são logo descobertas, como no caso da morte do Sílvio Santos.

Os jornais, as revistas, a televisão. Todos querem nos manipular e convencer sobre suas histórias e versães da realidade. Fato. Fato é, também, que se formos pensar nisso 24h ficaríamos loucos e neuróticos.

Só não podemos é ser alienados e acreditarmos em tudo e em todos.

Tô com sono e amanhã acordo cedo pra trabalhar, então deixo minha vã filosofia pro próximo post.

Resumindo:

Menos alienação, mais raciocínio. Não clique no link do email “olha, estou enviando as fotos daquela nossa festa. estão incríveis!”, principalmente se você não lembra da festa. Não acredite em tudo o que o William Boner e a Fátima Bernandes dizem. Carta Capital também puxa sardinha. Não aceite doce de estranho. Desligue a tv e o computador e vá ler um livro. Fim.

Beijo, pense comigo.

  • Share/Bookmark

Read More