jun 24, 2010

Posted by Vívian Freitas | 4 Comments

Boas ações

Boas ações

Aí vai um pouco filosofia barata pra vocês.

Quando era menor, eu tinha uma regra para mim mesma: Eu devia fazer pelo menos um boa ação por dia. Deveria ser algo que ninguém me pediu pra fazer e, se possível, que ninguém visse.

Lembro-me de uma vez que vi uma senhora cair na calçada com suas compras -  vááárias laranjas – e eu corri pra ajudá-la a se levantar, terminando com um “Deus te abençoe!“. Eu devia ter uns 14 anos, me senti “A” boa samaritana.

Com o tempo esse costume diário foi deixado para trás, parei de procurar oportunidades. Sei lá porque.

Ontem dormi a tarde toda, como manda o manual do desempregado (aliás, procuro estágio em mídias sociais!), e acabei perdendo o sono a noite. Depois de uma maratona de Glee, resolvi estudar para o exame de hoje (sim, deixei pra última hora). Às 0h30 meus olhos já estavam cansadíssimos de tanto ler no computador. Estava sem sono e sem ter o que fazer.

Foi nessa hora que me deu um ataque de Amélia e resolvi arrumar a casa. Arrumei a sala, meu quarto, a cozinha, tirei toalhas do varal e ainda deixei as coisas mais ou menos prontas para o café da manhã. Depois que minha mãe se mudou para São Paulo, sobrou tudo para o meu pai. Nada mais justo do que o ajudar, certo? Fiz tudo pensando em como ele ficaria feliz ao acordar e ver a casa arrumada, sem nenhum trabalho doméstico para fazer pela manhã.

1h40 fui pra cama. Fiquei até 3h mais ou menos rolando de um lado para o outro, viajando federal na maionese. Então lembrei deste episódio de Friends:

(Se quiser assistir com legenda em português: http://307.to/mMv)

Okay… Se formos pela linha de pensamento do Joey, os meus atos ontem a noite foram guiados pela minha necessidade de sentir-me bem comigo mesma? Digo, secretamente eu queria me sentir bem por ter feito bem a alguém. Pode ser.

Sou a primogênita de quatro filhos. Somos três meninas e um menino. É óbvio que o menino é o paparicado, principalmente pelo meu pai (que hoje é quem está mais presente em casa). Talvez eu tenha feito isso para mostrar pro meu pai que eu também sou importante? Ou talvez pra mostrar que sou mais merecedora de paparicos? Ou ainda para mostrar que posso cuidar de uma casa e ser responsável (explico: tô tentando convencer meus pais a me deixarem morar sozinha em sampa ano que vem)? Será que meu subconsciente queria expressar algo, uma necessidade de sentir-me bem? Todas as minhas boas ações foram feitas para massagear meu próprio ego? “De boas intenções o inferno está cheio“, dizem eles – eles quem? Você sabe… eles! O inimitável coletivo “eles“! (Tirado de Elizabethtown)

Mimimi! Só sei que estava muito cansada, mas sem sono e resolvi fazer algo de útil. Afinal, eu também moro nessa casa e não curto viver num chiqueiro.

Mas não posso deixar de refletir sobre. E então, existe boa ação genuinamente altruísta ou não?

Beijos, pense comigo :*

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jun 7, 2010

Posted by Vívian Freitas | 4 Comments

Manipulação da Mídia

Manipulação da Mídia

Olá caros amigos e leitores. É verdade, estou meio sumida daqui. Mas não é por falta de vontade de escrever, mas falta de tempo mesmo. Final de semestre é sempre um parto… cheio de trabalhos e provas. Sem contar os novos rumos que a vida tem tomado.

Mas vamos ao que interessa: O Post!

Estava eu a prosear com meu amigo André Eiras, quando o mesmo me passa o link de um post do site Capinaremos. Nele eu me deparei com esta imagem (intitulada “Manipulação de Mentes):

Para o mau ou para o bem

Junto com o link, o André mandou um comentário engraçadinho

Mas não liguem, ele fez faculdade de História.

Enfim, voltando à imagem… o pior é que é bem verdade. Um dos trabalhos do profissional que trabalha com a mídia é fazer com que as pessoas vejam algo do seu ponto de vista (ou do cliente, que seja). Muitas vezes essa característica não é bem vista, e na verdade nem bem utilizada.

Me lembro bem que no início do primeiro ano de faculdade surgiu um debate na classe: “Você faria publicidade para algo que você considera prejudicial a alguém?”. Acho que está mais ou menos na mesma base ética.

Neste semestre tenho aula de Comunicação Comparada, e uma das coisas discutidas nessa matéria é exatamente a manipulação midiática. A professora nos apresentou Roland Barthes, escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.

Barthes usou o estudo semiótico para falar sobre o processo de significação, que ele dividia em denotativo (percepção simples e superficial) e conotativo (continha a mitologia – sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões).

O quê que isso tudo tem a ver com a primeira imagem? Chegarei lá.

Bom, o que eu mais achei interessante nos estudos de Barthes foi a análise de imagens-choque.

Você que lê jornal, seja ele impresso ou digital, folheia revistas e periódicos, as vezes se depara com reportagens que contém imagens muitas vezes mais chocantes do que o prórpio fato descrito na matéria. Os fatos podem até ser relevantes, mas a imagem é o que te chama a atenção e te força a ler.

Tá, a imagem não é chocante, mas é bem bizarra diz aí...

 Visto no G1

Em outros casos, temos campanhas que sem o apelo visual não surtiriam o mesmo efeito.

Segundo Barthes, a percepção da imagem também está diretamente ligada ao nosso repertório, aquilo que já vivenciamos e que fazem parte da nossa cultura.

Geneviève Serreau, no seu livro sobre Brecht, recorda a fotografia de Macth onde se vê uma cena de execução de comunistas guatemaltecos, observando com razão que esta fotografia não é de modo algum terrível em si mesma, e que o horror provém do fato de NÓS a olharmos do seio da nossa liberdade; uma exposição de fotos-choque na galeria de Orsay, poucas das quais, justamente, consegue, chocar-nos, confirmou, paradoxalmente, a observação de Genevière Serraeau: não basta que o fotografo nos signifique o horrível para que o sintamos“- BARTHES, Roland, em Mitologias.

Quem trabalha com a mídia, é estudado. Sabe muito bem como e onde tocar o receptor da mensagem. Sabe manipular para que tal receptor aceite algo como verdade, ou se indiguine com um acontecimento.

É verdade, e eu digo isso por estar nesse meio: a mídia é manipuladora.

Mas se é para um fim bom ou mau, se você vai se deixar levar por isso ou não… é ooooutra história.

Bom, já viajei demais. Fique a vontade para comentar.

Beijos, pense comigo. ;*

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mai 26, 2010

Posted by Vívian Freitas | 2 Comments

28/05 – Nob Bauru!

28/05 – Nob Bauru!

Nerds, Geeks, twitteiros e simpatizantes…

Nesta sexta, dia 28 de maio de 2010, acontecerá mais uma edição do Nerds on beer Bauru!

“Para quem não sabe, o  NerdsOnBeer é um evento aberto, descentralizado, sem muitas regras e qualquer nerd pode organizar, criado por Marco Gomes. O objetivo é conversar, sem guias, sem rédeas, sem quadros com horas marcadas, só conversa pura e desenfreada.
Reúna um punhado de amigos, sentem-se e troquem idéia, preferencialmente sobre assuntos nerds. Pronto, está feito um NerdsOnBeer.” -NerdsOnBeer no Ning

Para saber mais detalhes sobre sua origem, clique aqui.

Enfim, o nosso #NoB acontecerá no Tradicional Botequim, a partir das 20h.

Além de encontrar o pessoal, trocar nerdices figurinhas (não da copa, plase), fazer contatos e, claro, beber, quem participar ainda poderá concorrer a:

       2 convites para  ”D.O.L.C.E. in Love” (Spyzer Project – 12/06), na D.O.L.C.E;

       2 convites para “Hexa vez Vai!” (Brasil x Cor?©ia do Norte – 15/06), na D.O.L.C.E;

       2 convites para “Roda de Samba com GRUPO SERENO” (02/06), na D.O.L.C.E.

Eu já participei de alguns, e curti tanto que estou apoiando a causa. O Tradicional tem rede Wi-fi e zilhões de tomadas, dá pra levar notebook e ficar twittando para a pessoa ao seu lado ou whatever que você queira fazer.

A presença de cada um é importante, e serve de apoio para que aconteçam as próximas edições. Por isso incentivo a todos, para que aproveitem esta oportunidade de, até mesmo, conhecer a galera twitteira de Bauru.

Esta edição está sendo organizada por Rodrigo Chiquito, Eduardo Quagliato, Mayra Gomyde, tem o meu apoio moral (hehe), e o patrocínio de Sankim Ceratti, D.O.L.C.ETradicional Botequim.

Para mais sobre NoB Bauru, siga @NoBBauru  e acesse http://nobbauru.tumblr.com/.

Quer patrocinar, apoiar ou dar sugestões? Envie um e-mail para nob.bauru@gmail.com

O Tradicional Botequim fica na Rua Christiano Pagani, 4-44. Entre os portões 7 e 8 do Camélias (clique aqui para ver o mapa). Fone: (14) 3202-8400.

Vamos lá?

Beijo, pense comigo ;*

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