Esse post rendeu uma conversa metaforicada imaginária. Qualquer semelhança com a realidade é mera perseguição do leitor.
_Tenho um embrulhinho de vontades pra te entregar, me lembre quando nos virmos.
_Eita. Imagino, né.
_Vontade de dar um tapa na cara tá num embrulhinho especial, tá?
_Eu sei… Bem sei… Um embrulho com papel pardo e amarrado com barbante.
_Não… tá com lacinho, embrulhei com carinho.
_E a vontade de ter um futuro?
_Hmmm… Acho que essa eu perdi.
_E a de ter histórias, de aprender junto, de pintar o teto de rosa, de decorar a sala?
_Não tá aí contigo? Comigo não está, não sei onde foi parar…
_Eu acho que você tinha que achar. Nem que fosse para dar para outro. Ou para si mesma…
_Não, pra outro tem que ser nova. A minha tá aqui, é grandona e brilhante… e está numa caixinha.
_(Sorriso)
_Mas além da vontade de te dar um tapa na cara, tem a de dar um abraço e tomar um café (sorriso)
_Essa é boa, eu gosto. (do tapa também, mas só na alcova)
_Não, o tapa é bravo.
Mentira, né? Não perdeu coisa alguma, apenas escondeu na gaveta do criado-mudo, trancada pra não ceder à tentação de olhá-la toda noite antes de dormir. Daí, se isso tudo fosse verdade, o que não é, teria que ler toda santa vez esse post aqui pra lembrar do que enterrou.