Viver não dói

“Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive.”. Emílio Moura, seu sábio.

A vida, em si não é penosa. Ela é tão simples quanto o que se imagina e faz dela. Ação e reação: quanto mais você exije, mais força exigirá de você. Todo mundo tem dificuldades, mas seus problemas são proporcionais à sua vida, não dá pra comparar. Talvez, para alguns, são mais do que possam suportar.

Você se pega reclamando da vida quando na verdade está tudo ouquei. Tem saúde, família, emprego… Mas falta alguma coisa. Ela não está do jeito que queria. Nos seus sonhos, as coisas acontecem diferente. Continue reading

Quando me perdi

Foi esses tempos atrás, mas não há muito. As coisas começam a sair do planejado, outras dão errado, e o que você não esperava dá certo. É normal, a vida é cheia disso, de contrariar a gente e nos deixar perdidinhos da silva.

Acontece que essa pessoinha que vos escreve tem uma mania meio controladora de ser. Quando o assunto é o futuro, os planos são feitos cedo. Alguns problemas vêm com isso, como ansiedade, sofrer por antecipação, unhas roídas e noites mal dormidas. Mas como nunca fui parar no hospital por isso, continuei a guardar essas pedrinhas no bolso da jaqueta. Continue reading

Ô mistério

Homem gosta de mulher misteriosa, né? Eu não gosto de homem misterioso. Tenho preguiça de ter que descobrir. Tenho esse meu lado controlador, que curte saber com o que está lidando. Sem contar que muito mistério dá liberdade preu pensar o que quiser e, se depois não é aquilo, dá uma confusão… Daí que se demoro muito a entender qualé a da pessoa, me entedio. Gosto de gente que surpreende, aí sim, e o que é diferente. Quando penso que captei a pessoa, ela BANG! Ela dá alguma de surpresa. Gente misteriosa não, é tanto mistério que até fico com um pé atrás esperando a bomba. Cadê a graça?

Pés

Pés gelados.

Pés cansados.

Pés viajantes. Aventureiros.

Pés que encontram outros pés por aí. Pés que trombam por baixo da mesa.

Pés que se engraçam sob o luar. Pés que se confundem na madrugada.

Pés que entram juntos no mesmo lugar, que sobem as escadas um após o outro.

Pés, dois de frente pra dois. Pés em pé, pés deitados.

Pés que passeiam pelos lençóis. Pés que se enroscam. Ardem, roçam, batem.

Pés que amanhecem juntos. Pés que vão embora sozinhos, juntos.

Pés que começam um novo dia aventureiro. Pés ainda gelados, mas descansados.  Continue reading

“Sobre o Menino do Rio” – Presença tupiniquim em Cannes

Há uns meses o amigo Zander Catta Preta me indicou um texto de um blog do qual nunca tinha ouvido falar, de uma autora totalmente desconhecida pra mim. Alê Félix. Foi amor ao primeiro post.
Quem me conhece sabe que pessoas inteligentes e que escrevem bem me cativam facilmente, e mesmo não conhecendo a dita-cuja pessoalmente, já sou fã.

Para quem não sabe, um dos posts da Alê virou curta-metragem. E como se não bastasse, está representando o Brasil em nada mais, nada menos que Cannes. Continue reading