Ela pegou cada uma e espalhou pela mesa. Alinhou-as e tocou cada uma com os dedos, tentando identificar um padrão.
As robustas e coloridas, pôs em um montinho. Brilhantes e purpurinosas em outro, as pequenas e foscas em outro mais.
Curiosamente, estas últimas contavam mais do que outras. Enfileirou todas as que tinha, das mais olháveis para as menos, e começou a escolher papéis-presente para embrulhar, a fim de entregá-las a seus causadores.
As robustas e coloridas foram envoltas em papel preto, para evitar spoiler sobre sua beleza. Brilhantes e purpurinosas em celofani, para não apagá-las. As pequenas…
Bem, as botou no bolso, levou ao estúdio, dispôs-as no chão e pôs-se a pintar. Pintou de lembranças, colou sonhos, salpicou emoções, e encharcou de tesão. Agora estavam prontas para serem entregues. Estas, sem embrulho algum.
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Minha grande vontade agora é de almoçar, hehe!
Mas tenho muitas outras também, bem embrulhadas, para não danificá-las!
Eu tenho o péssimo costume de embalar minhas vontades e engolí-las, antes que machuquem alguém.
Atualmente vivo um período de congestão crônica.
Muito inteligente da minha parte, né?
Saudável não é…
Mas eu decidi entregar as minhas àqueles que as causaram. Acho que eles saberão melhor o que fazer com elas. :P
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