Manipulação da Mídia

Olá caros amigos e leitores. É verdade, estou meio sumida daqui. Mas não é por falta de vontade de escrever, mas falta de tempo mesmo. Final de semestre é sempre um parto… cheio de trabalhos e provas. Sem contar os novos rumos que a vida tem tomado.

Mas vamos ao que interessa: O Post!

Estava eu a prosear com meu amigo André Eiras, quando o mesmo me passa o link de um post do site Capinaremos. Nele eu me deparei com esta imagem (intitulada “Manipulação de Mentes):

Para o mau ou para o bem

Junto com o link, o André mandou um comentário engraçadinho

Mas não liguem, ele fez faculdade de História.

Enfim, voltando à imagem… o pior é que é bem verdade. Um dos trabalhos do profissional que trabalha com a mídia é fazer com que as pessoas vejam algo do seu ponto de vista (ou do cliente, que seja). Muitas vezes essa característica não é bem vista, e na verdade nem bem utilizada.

Me lembro bem que no início do primeiro ano de faculdade surgiu um debate na classe: “Você faria publicidade para algo que você considera prejudicial a alguém?”. Acho que está mais ou menos na mesma base ética.

Neste semestre tenho aula de Comunicação Comparada, e uma das coisas discutidas nessa matéria é exatamente a manipulação midiática. A professora nos apresentou Roland Barthes, escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.

Barthes usou o estudo semiótico para falar sobre o processo de significação, que ele dividia em denotativo (percepção simples e superficial) e conotativo (continha a mitologia – sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões).

O quê que isso tudo tem a ver com a primeira imagem? Chegarei lá.

Bom, o que eu mais achei interessante nos estudos de Barthes foi a análise de imagens-choque.

Você que lê jornal, seja ele impresso ou digital, folheia revistas e periódicos, as vezes se depara com reportagens que contém imagens muitas vezes mais chocantes do que o prórpio fato descrito na matéria. Os fatos podem até ser relevantes, mas a imagem é o que te chama a atenção e te força a ler.

Tá, a imagem não é chocante, mas é bem bizarra diz aí...

 Visto no G1

Em outros casos, temos campanhas que sem o apelo visual não surtiriam o mesmo efeito.

Segundo Barthes, a percepção da imagem também está diretamente ligada ao nosso repertório, aquilo que já vivenciamos e que fazem parte da nossa cultura.

Geneviève Serreau, no seu livro sobre Brecht, recorda a fotografia de Macth onde se vê uma cena de execução de comunistas guatemaltecos, observando com razão que esta fotografia não é de modo algum terrível em si mesma, e que o horror provém do fato de NÓS a olharmos do seio da nossa liberdade; uma exposição de fotos-choque na galeria de Orsay, poucas das quais, justamente, consegue, chocar-nos, confirmou, paradoxalmente, a observação de Genevière Serraeau: não basta que o fotografo nos signifique o horrível para que o sintamos“- BARTHES, Roland, em Mitologias.

Quem trabalha com a mídia, é estudado. Sabe muito bem como e onde tocar o receptor da mensagem. Sabe manipular para que tal receptor aceite algo como verdade, ou se indiguine com um acontecimento.

É verdade, e eu digo isso por estar nesse meio: a mídia é manipuladora.

Mas se é para um fim bom ou mau, se você vai se deixar levar por isso ou não… é ooooutra história.

Bom, já viajei demais. Fique a vontade para comentar.

Beijos, pense comigo. ;*


Compartilhe este pensamento!
Facebook Twitter Linkedin Stumbleupon Email

Comments

Powered by Facebook Comments

You are not authorized to see this part
Please, insert a valid App ID, otherwise your plugin won't work correctly.

8 thoughts on “Manipulação da Mídia

  1. Existe aquele ditado que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras. Muitas vezes já ouvi comentários como: “Você viu a capa da Veja dessa semana, da Época, muito forte não? Impactante. Nos sentimos tentados a ler apenas as vezes pela força de uma imagem. Acompanhando agora o seu raciocínio, vejo mesmo que é uma forma de manipulação poderosa e muitas vezes imperceptível.

  2. Óbvio que vou comentar…

    Concordo, aprendi sobre Barthes tb, mas foi na aula de Antropologia e Sociologia..

    se vc for ver, a atividade da Mídia, tanta na comunicação publicitária como na jornalística é uma verdadeira guerra, onde as vítimas são os consumidores, leitores.

    VOcê tem que aprender a pensar como eles, pra poder mostrar o que os chamaria a atenção, para assim….ser lido e comentado.

    Manipulação pura.

  3. eu ainda to meio longe de pegar comunicação comparada por aqui, e pretendo evitá-la devido à professora.. mas isso não vem ao caso.. hauahuahauh gostei do seu post. e como diria meu professor de semiótica: “Tudo é uma questão de Semiótica”.

  4. Falemos do que a meu ver mais conta na significa… Ver maisção da mensagem… jogando toda essa teoria da comunicação fora com maestria uma vez tendo estudado todos esses teóricos chatinhos… as pessoas só se lembram do que lhes causa emoção. Não vejo a mídia como apenas manipuladora, mas vejo os criadores sem Deus não conseguirem produzir frutos que permaneçam. O problema não é o repertório limitado do receptor e portanto passível de manipulação uma vez que a falta de informação leva a uma assimilação da mensagem sem o filtro crítico. Sim, o problema está na falta de humanidade dos emissores, que por falta de senso ético e moral, não conseguem produzir mensagens que sejam fortes, mas dignifiquem o ser-humano. A imagem em questão é maravilhosa, pois não creio que o outro lado do combate faria a mesma coisa. Possivelmente degolaria o oponente e a foto iria espirrar sangue desse lado da telinha. Parabéns a esse fotógrafo!

  5. Eis a questão. Não adianta inventar o avião e depois se matar porque usaram sua invenção para soltarem bombas, as mortes ocorreram e Santos Dumont tem sua parcela de culpa, a de não conhecer o ser humano e não prever o potencial negativo de sua invenção. Quando se põe um filho no mundo, também este e o que ele virar, possui influência de quem o gereu.
    Se é para o bem ou para o mal, se você se deixará levar ou não, não é outra história, não é responsabilidade do receptor da mensagem, é responsabilidade do emissor, de quem está realizando o método científico (no caso, da propaganda), para o bem e para o mal, e não estamos a falar apenas em mercadorias, mas no que delas depreende.
    Sugestão de leitura: “Ciência com Consciência”, Edgar Morin.
    Obrigado.

  6. imagina vc nascendo e crescendo sem influencia de midia
    as pessoas nascem vendo midia. e aí é que tá.

    se deixar levar ou não, é um assunto de personalidade e inteligencia.

    “Quem trabalha com a mídia, é estudado. Sabe muito bem como e onde tocar o receptor da mensagem. Sabe manipular para que tal receptor aceite algo como verdade, ou se indiguine com um acontecimento.”

    “se você vai se deixar levar por isso ou não… é ooooutra história.”

    acho contraditório ou não entendi mto bem.
    vc fala q sabem fazer aceitar como vdd depois diz q deixar se levar é outra coisa. se eles sabem é pq ele realmente “faz aceitar” como vdd.

    mtas pessoas, assim como eu, sao ignorantes. logo, não é tão “ooooutra história”. é QUASE uma outra história e não totalmente, como sugere os ‘o’s.

    aqui a fala de um artista:
    “a midia trabalha com profissionais mto bem pagos que trabalham no consciente das pessoas. é uma coisa insidiosa, é uma coisa criminosa, mal intencionada e muito bem feita.”

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

* Copy this password:

* Type or paste password here:

7,351 Spam Comments Blocked so far by Spam Free Wordpress

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>