Hoje o Prof. Vitor Brumatti, da USC, twittou a primeira pesquisa que o DataUSC está fazendo.
DataUSC é o projeto de extensão da Universidade do Sagrado Coração, e tem como objetivo desenvolver um banco de dados por meio da realização de pesquisas de mercado, de argumento e comportamentais.
O tema da pesquisa é “Eleições e internet”. É um tema que está em alta, por conta das campanhas online dos nossos candidatos à presidência.
Eu, que adoro política e defendo o exercício da cidadania, achei bem interessante. E, se possível profê, gostaria de conferir os resultados da pesquisa.
Confesso que, pela correria do trabalho (hoje está uma loucúúúúra!), não pensei muito ao responder e escrevi pouco. Mas sem dúvida esse questionário me fez pensar mais longe sobre algumas coisinhas. Colocarei aqui algumas perguntas e as respostas dadas por mim (um pouco melhoradas ou não).
Como eleitor quais ferramentas você pensa que são importantes para o relacionamento entre candidatos e a população? Cite as 3 principais.
-Twitter: Atualizações constantes em tempo real. Os eleitores ficam a par da rotina do candidato, e atualizados sobre a agenda destes. Sem contar que possibilita a comunicação direta (embora seja difícil retribuir a todos os tweets).
-Blog: O candidato pode escrever mais sobre sua rotina, campanha, promessas, projetos e etc, e o leitor pode expressar sua opinião através do espaço reservado para os comentários. Com isso o candidato tem um feedback direto de seus eleitores sobre seus atos.
- Transmissão via streaming: Como o que foi feito pela candidata Dilma Rousseff no lançamento de seu blog oficial. Ela discursou, mas ao mesmo tempo respondeu ao vivo a perguntas dos internautas que a assistiam. Foge do texto basicão, e traz presença.
Nesse ano é a primeira vez que teremos uma legislação específica para a utilização da internet pelos candidatos durante as eleições. Pra você isso é positivo ou negativo? Por quê?
É um ponto positivo. Isso porque a internet de hoje, a web 2.0, abre um leque de possibilidades. Leis e limites são necessários. De repente as pessoas podem participar mais ativamente da militância a favor de seus candidatos preferidos, podemos nos “relacionar” com eles (o que traz um certo sentimento de proximidade). Para os candidatos, principalmente, será vantajoso, pois terão adeptos propagando suas mensagens gratuitamente. Para os eleitores, maiores informações serão divulgadas e ele terá mais voz para falar o que pensa. Sem contar a facilidade de ser ouvido. O bom da legislação específica para isso é que nos salva de abusos por parte dos candidatos, com spams por exemplo. A favor dos candidatos… Muita gente pensa que a internet é um país de todos, e que podemos falar o que quisermos sem conseqüências. Mas não é bem assim. Se o candidato se sentir ofendido com alguma declaração em sites, blogs e etc, ele poderá acionar a justiça, que o concederá o direito de resposta no mesmo canal.
A participação dos candidatos na internet por meio de sites particulares, redes sociais, ferramentas de relacionamentos entre outras opções pode influenciar o voto dos eleitores que utilizam a internet?
Sim, claro. Vendo um candidato no jornal, por exemplo, estamos recebendo a mensagem que o jornalista quer que recebamos. Num site pessoal, nas redes e etc, conferimos a mensagem que o candidato quer que recebamos. Muita gente será influenciada por causa da sensação de proximidade com o candidato, por se sentir parte do processo. Mas acho que vai de cada um ponderar isso e construir sua própria opinião para votar.
Você percebe uma diferença entre as campanhas e informações disponibilizadas através da internet em relação a outros meios de comunicação? Por quê?
Sim. A campanha na internet acaba tendo uma cara mais descontraída, voltada para o público mais jovem. Sem contar que tende a ser uma campanha bem mais pessoal, por mais massiva que seja. Há também o fato de serem campanhas mais interativas, já que o receptor da mensagem não está lá só para receber, mas para participar.
Você percebe que a campanha via internet vai influenciar mais os eleitores em relação a outros meios de comunicação? Por quê?
Acho que vai alcançar outro nicho e, sim, vai influenciá-lo. Essa comunicação alcançará pessoas que não têm paciência/tempo para assistir ao horário eleitoral gratuito, que não leem jornal impresso (ou seja, acabam selecionando mais as notícias que vão ler na internet) e que não gostam de políticos só falando e falando (estes vão simpatizar mais com políticos falando e respondendo suas perguntas nas redes sociais). A internet tem a carta do boca-a-boca digital, e esse poder faz com que o seu seguidor leia e leve em consideração a sua opinião sobre um candidato. Nas redes, você pode “percebe” que seu candidato não é inalcançável. E é aquilo que já disse nas outras respostas: a interação trará sensação de proximidade/empatia, trará ativismo, passará confiança. Se eu simpatizo com o candidato, aceito suas propostas e confio nele, ele ganha meu voto.
Na minha opinião o segredo é: DIÁLOGO ABERTO.
Responda você também ao formulário e colabore com o DataUSC! Clique aqui!
Beijos pense comigo! ;*
Comments
Powered by Facebook Comments
Concordo plenamento com suas respostas e já estou respondendo aoo questionário também. As eleições 2010 vão mudar muito a forma de se fazer política em nosso país, não seremos influenciados apenas pelos santinhos e pela propaganda eleitora, eu vou poder questionar as propostas e o mais importante, dar a minha opinião pra melhorar a maioria delas.
O candidato vai poder saber o que seu eleitor quer e se prometer cumprir, vai ter um canal exclusivo pra fazer isso.
A internet nas campanha 2010 só tem a acrescentar e gerar um hábito na juventude que não liga muito pra política.
Para mim a grande vantagem na utilização de ferramentas como o Twitter se dá justamente pelo fato do candidato ter acesso direto as pessoas. Mas não como forma de disseminar informação no sentido Candidato –> Eleitor, mas sim no caminho inverso: Eleitor –> Candidato.
É inegável o poder de disseminação de informação através do twitter (o boca à boca), no entanto o diferencial é o poder que os candidatos tem em mãos em poder saber exatamente quais são os anseios do povo, ainda mais deste público (internauta) que na maioria das vezes não aceita o tipo tradicional de abordagem (visita em bairros carentes, tapinhas nas costas, beijo em crianças, entre outros).
Já havia comentado sobre isso aqui http://www.zcastel.com.br/2010/01/twitter-ja-garante-40-mil-votos-a-rodrigo-agostinho/#comments
O político que souber extrair das mídias digitais informações (anseio da população) para compor seu plano de marketing (off ou online) terá muito mais sucesso.
Ou será que devo acreditar em tudo o que a Dilma e o Serra twittam?
Acreditar em tudo? Não! Nós devemos levar em conta todos os meios de informações sobre eles, inclusive aqueles onde eles mesmo escrevem. “Inclusive”, mas não só.
E foi o que eu disse… o candidato tem a oportunidade de receber o feedback direto do eleitorado, independente de pesquisar de Datafolha e afins.
Vou dar uma conferida no link que pasou.
Beijo, pense comigo!