No final de semana passado, viajei – finalmente! – pra São Paulo. Estive empolgada quanto a essa viagem pelo fato de eu simplesmente ama-la como se fosse minha. Não que eu não goste de Bauru, eu gosto. Mas o movimento, as oportunidades e a diversidade de São Paulo me fascinam. Fui de ônibus, com minha amiga Tici. Nossa primeira viagem “by ourselves”. Que emoção! Como boa Moraes que eu sou, deixei pra última hora a arrumação das malas. Felizmente levei tudo o que precisava e MUITO mais (como uma toda mulher o faz). Montei uma trilha sonora para a viagem, com músicas que iam de Frank Sinatra a Hillsong United. Foi uma verdadeira nostalgia chegar a Sampa City, sentindo o mau cheiro do Rio Tietê ao som de “Cara Valente”, de Maria Rita. Ao chegar, nos perdemos com o táxi. Encontramos o lugar logo depois e, como ainda não estava aberto, largamos as malas na quadra e fomos dar um passeio no Parque Água Branca. Tardezinha ensolarada, gostosa…
Naquele final de semana aconteceu um congresso chamado “Flames – Incendiados para brilhar”. É um congresso anual de jovens cristãos e blá blá blá. Essa foi a desculpa para minha viagem, mas confesso que não foi o motivo maior para tal. Queria mesmo é sair um pouquinho da rotina. O congresso foi muito legal. Tinha cerca de 700 jovens de 15 a 30 anos, dos mais diversos cantos do Brasil. Só no meu quarto havia gurias do Rio de Janeiro, de Tocantins e por aí vai. Tirando o banho frio, o alojamento era bom até. As ministrações foram muito boas, mas nenhuma surpresa. Todas basicamente sobre santidade, unidade e evangelismo. Nada que eu nunca tenha escutado antes. Só digo que Deus agiu poderosamente naqueles dias.
Reencontrei amigo que eu não via há anos. A Jessie está loiríssima, e um doce como sempre. O Bruno, meu manenho, está cada vez mais lindo. O Mitch me surpreendeu pregando, foi show de bola (na verdade achei a melhor pregação do congresso). O Samuel… Bem, digamos que eu espero que ele case com essa nova namorada dele (que é uma graça, por sinal). Não tô afim de aguentar a mesma ladainha duas vezes (só ele vai entender esse comentário). Só posso dizer que com esse último o reencontro foi uma decepção. Três anos me enchendo o saco pra nos vermos, pra isso? Enfim, não é só de alegria que sobrevive um fim de semana.
Conheci pessoas novas também, como o Gui. A gente conversa há uns meses já, e é uma das conversas mais inteligentes que eu tenho na internet. Não sei como começamos a conversar, só sei que foi pelo twitter. E fico feliz que tenha acontecido, pois ganhei um amigo. Vimos-nos no domingo. Fomos ao shopping Higienópolis, demos umas voltas. Como bons nerds, paramos primeiro na loja de eletrônicos, depois na livraria. Terminamos o passeio com um café na Starbucks e voltamos para socorrer a Tici que estava ficando abandonada lá no Baby Barioni (o local do evento). Aí começou o maior programa de índio do mundo. O que eu ainda não relatei pra vocês, leitores, é que o congresso AND os alojamentos acabaram no domingo pela manhã… E minha passagem de volta era para meia-noite! (Detalhe: nossos pais não devem saber disso… NUN-CA!).
Pegamos o táxi direto pro B.B. e encontramos a Tici na recepção com todas as malas, conversando com a mãe dela, a simpática Nice. Acalmei-a, já que estava super preocupada com o fato de eu ter ido “ali tomar um café com um estranho”. Chamamos outro táxi, levamos as malar pro portão e esperamos. Esperamos. Esperamos uns 40 min no mínimo. No sereno, com fome e sono. Eu sentada na ‘esquininha’ da mureta, com o Gui recostado em meu ombro esquerdo e a Tici no direito. Ela ligando de 10 em 10 minutos, falando com a bendita Solange pra tentar entender o porquê da demora. Enquanto isso conhecemos um pessoal de Palmas, pessoalzinho simpático esse. Ficamos ouvindo o louvor da Bola de Neve ao longe, misturado com o som de pagode do Bar do Parque. Papo vai, papo vem. Milagrosamente parou, na nossa frente, um táxi de onde desceram 4 caras. Pegamos esse mesmo e seguimos para a Estação Rodoviária da Barra Funda. Chegamos lá 19h. Deixamos nossas tralhas no porta volumes e fomos procurar o que comer. Peguei um salgado horroroso, nem consegui come-lo por inteiro. Achamos um lugar pra sentar e por lá fiquei durante um tempo. A Tici tava entediada e comprou um livro (A Cabana.. Ótimo!). Eu estava com frio e resolvi dar uma volta. Gui foi comigo (sim, eu o carreguei pra esse suuuper passeio). Andamos muito, conversamos mais ainda. Descobri que existe muito mais do @guiiii do que mostram os poucos 140 caracteres. Fomos as duas livrarias da rodoviária, o que nos rendeu muito papo. Sentamos, ficamos ouvindo música e tentando cochilar. Afinal, faltavam 3h30 pro ônibus sair. Ficamos por lá até dar a hora. A trilha sonora do fim da viagem havia mudado. No começo era “Cara Valente”. Já no final, “Fix You”. Então deu a hora e me despedi de São Paulo. Triste, mas suspirando. Já pensando em quando voltarei à cidade maravilhosa (pra mim é Sampa, não o Rio).
A viagem toda valeu a pena. E eu disse TODA. Aconteceu muito mais do que eu quis escrever, desde sexta até domingo. Coisas boas, outras nem tanto. Mas o fim de semana em si foi proveitoso. Pretendia escrever aqui algumas impressões que tive, mas meus pensamentos hoje estão diferentes de quando cheguei a Bauru. Eles estão confusos. Outras coisas gostaria de escrever aqui, mas como não sei quem vai ler, melhor deixar para contar pessoalmente a quem interessado estiver. Então primeiro contei o geral… Depois vou contando em separado e com detalhes, okay?
Beijo, pense comigo.
Hey, moça! Mto legal seu post! To deixando meu endereço do blog, caso vc curta ler blogs… Vc é MTO cult! Hahaha! Frank Sinatra, conhecer gente pelo twitter, café no Starbucks – vc nasceu pra morar em NY, uhahuahua. Beijo!
140 caracteres são, definitivamente, muito pouco. Se bem que caracteres são sempre poucos mesmo…